domingo, 24 de julho de 2016

Resident Evil: The Mercenaries 3D - o Jeito Capcom de Ganhar Dinheiro

Por mais que nós tentemos, a cada dia que passa fica ainda mais difícil defender a Capcom. Depois do episódio em que ela colocou os DLCs de Street Fighter X Tekken dentro do próprio disco do game na astúcia de faturar ainda mais sobre os jogadores, a empresa ajudou a consolidar a sua fama de ser a mais gananciosa do mundo dos games. Daquele tipo que se você estiver morrendo na porta da sede da empresa, o máximo que os sujeitos podem fazer pra te ajudar é mijar no seu rosto para adiantar o processo. huahua! Brincadeiras à parte, eu gosto da Capcom. Apesar de todos esses fatores, todo mundo que se preze um apaixonado por esse universo, admira e sabe da importância da empresa para o mundo dos jogos eletrônicos. Mas falar de Resident Evil: The Mercenaries 3D sem falar da Capcom se torna uma missão além do que somos capacitados.

O game foi lançado praticamente junto com o 3DS e serviu como apoio da plataforma para chamar a atenção dos jogadores hardcore e tentar apagar aquela imagem casual que o DS criou. Teria sido uma ótima ideia se Mercenaries 3D não fosse tão superficial quanto a Capcom tentou esconder. O game tem estilo de mobile. Não é à toa que esse spin-off já possua um título sem vergonha para iOS. E agora, com o 3DS, a série ganha uma versão mais refinada que tenta enganar ao se parecer bastante com um game legítimo da série.

A premissa basicamente se sustenta em missões que exigem do jogador a evolução de competências a fim de conquistar uma melhor pontuação. O esquema do game se baseia nos modos de jogo dos principais títulos da série, só que com algumas melhorias.

Corra e atire em terceira pessoa, use ervas medicinais, tenha acesso a vários tipos de armas e mate o maior número de zumbis possíveis de forma bem dinâmica e rápida. Para isso, o jogador conta com um processo de customização de habilidades e armas, disposto também de uma equipe com oito dos principais personagens da série (exceto Leon). 

Os mapas já foram vistos em outros games, por isso se torna mais fácil se adaptar a jogatina. Fora isso, outras novidades consideráveis são a possibilidade de jogar online, trocar roupas dos personagens e alterar a visão de terceira para primeira pessoa.

O fato é que o game no 3DS chega a ser tão bonito quanto os lançados para console. É incrível ver como o 3D consegue disfarçar o mal acabamento do cenário ou aqueles efeitos especiais que ficam incríveis apenas nos aparelhos de mesa. A fidelidade aos gráficos vistos em Resident Evil 4 e 5 fazem de Mercenaries 3D um dos primeiros games do 3DS que mais utilizam o poderio gráfico do portátil. 

O som também faz jus à qualidade da série. São músicas cheia de adrenalina que conferem ao game um ar bem mais radical e único.

O que brocha mesmo são as campanhas repetitivas, conteúdo limitado e o vazio gerado ao refletirmos que a proposta e o modo do game em si não justificam a existência do mesmo. Ainda mais custando o preço de um game inédito na época de lançamento, Mercenaries 3D só valia mesmo para se ter a demo de uma das maiores promessas do portátil para 2012: Resident Evil Revelations.

No mais, M3D oferece uma campanha curta para quem curte customização e um sistema de pontuação consistente. É divertido para quem curte os zumbis e a ação característica da série, mas um desperdício para quem investiu e esperava algo mais emocionante e um pouco menos previsível.

Mario Kart 7 - Velocidade Na Água, No Ar e Na Terra

A franquia Mario Kart é unanimidade quando o assunto é corrida envolvendo personagens fofos em pistas mirabolantes com direito à todo tipo de trapaça. Não é à toa que a série se tornou uma das mais rentáveis da história da Nintendo graças ao seu número de vendagem excepcional em todas as plataformas lançadas pela empresa desde então. Mario Kart 7 não foge à regra.

Produzido pela Nintendo em parceria com a Retro Studios (o mesmo pessoal de Donkey Kong Country Returns, do Wii), o game conta com novas adições e uma interessante mecânica de gameplay que proporcionam à esse sétimo título uma diferença considerável de seus antecessores. Diferente do robusto Mario Kart Wii ou do modesto Mario Kart DS, em MK7, a Nintendo priorizou a criação de um título balanceado e tão dinâmico a ponto de agradar tanto os novatos quanto os veteranos.

Corra pela estrada, mas se aventure pelo ar, ou, se achar melhor, mergulhe fundo nos lagos e vença a corrida! A escolha é sua. Essa liberdade de caminhos que as pistas oferece é uma bem sucedida tentativa de deixar as corridas mais dinâmicas possíveis. Com o auxílio da customização de karts o replay se torna algo inevitável e tão divertido proporcionando uma experiência única a cada partida. 

São mais de 1190 possíveis combinações entre karts, pneus e asa-deltas. Como de praxe na série, o game traz 8 copas, com 32 pistas, metade delas são inéditas e as outras remakes de games anteriores. Os personagens também merecem destaque por serem já conhecidos do grande público. No total são 17, contando com o Mii. O único defeito nesse quesito é a adição de figuras irrelevantes e completamente inexpressivas do universo Mario como é o caso da Honey Queen, Metal Mario (?) e a lagarta Wiggler. Os acertos foram colocar o irritante Lakitu e o curioso Shy Guy que já se tornaram importantes peças da mitologia construída na série principal.

Mario Kart 7 também traz espaço para novos power-ups como a Fire Flower, a Super Leaf (diretamente de Super Mario 3D Land) e o tal do Lucky Seven, que confere sete itens especiais ao felizardo que conseguir obtê-los das caixas que liberam os itens espalhadas no meio das pistas.

O modo online também é um show à parte. As partidas funcionam bem e são muito bem equilibradas. Portanto, fique tranquilo se você for um novato. Com um sistema de ganho de moedas, você jogará apenas com outros competidores que possuam os mesmos níveis de habilidade que você. O sistema Streetpass e Spotpass também não deixam a desejar. É possível ganhar os fantasmas de corredores (aqueles que você gera quando corre pelo Time Trial) quando o seu 3DS detectar outro aparelho na rua (Streetpass) ou até mesmo via Wi-fi (Spotpass).

Pra quem acha que Mario Kart 7 inovou ao trazer diferentes modos de se correr em uma pista e Sonic All-Stars Racing Transformed copiou tal formula, é bom lembrar que no final da década de 90, ainda na era do Nintendo 64, a falecida Rare já havia proposto essa ideia no Diddy Kong Racing. Por isso é interessante analisar o quanto a reciclagem de ideias antigas quando atualizadas e empregadas no contexto de determinadas franquia podem fazer total diferença no gameplay de qualquer título. Mario Kart 7 é disparado uma das melhores produções do 3DS e vale a pena cada centavo investido nele devido ao game ser pouco enjoativo e trazer experiências tão únicas que o replay se tornará praticamente infinito.

sexta-feira, 22 de julho de 2016

E As Diferenças Entre o Tomb Raider, de 2013, e a Definitive Edition São Gritantes!

Okay! Eu sei que isso não é novidade pra ninguém. Mas vamos dar um desconto que eu andei afastado disso aqui por um tempo.... Agora que estou voltando para festa, o primeiro game que escolhi para tirar o atraso foi Tomb Raider, o reboot de 2013. E não vou dar muitos detalhes porque o título merece uma postagem solo, mas fiquem sabendo que ele conseguiu me surpreender em todos os quesitos. Tudo bem que eu comecei a jogar já sabendo que o negócio beirava a perfeição, mas eu não tinha nem ideia de que o game conseguia passar tanta profundidade sem parecer mais uma daquelas onde os produtores injetam uns exageros emocionais atrás do outro para vender uma "aventura impactante". 

De fato, Tomb Raider é tenso, dinâmico e muito divertido. E mesmo os jogos antes do reboot serem incríveis, esse novo título deu o up exato que a franquia precisava para se manter tão relevante no mercado de games de ação. Posto em que o excesso de games repetitivos lançados durante os anos estava começando a manchar a imagem da franquia.

Agora não quero chamar a atenção para o título em si, mas sim para as diferenças gritantes que há entre a versão lançada originalmente para os consoles da sétima geração e a tal da Definitive Edition, exclusiva dos novos consoles. Confiram no vídeo:


Tudo bem que ninguém precisa de gráficos para se divertir com um game. Mas o salto de uma geração para outra está começando a influenciar nessa demanda de títulos que priorizem um cenário mais polido, a resolução ao máximo e o abuso de todo o poderio gráfico do console. Repare que as diferenças se concentram principalmente no visual da Lara que, ao invés de uma peruca, ganhou fios de cabelo e uma expressão bem mais viva que a original. Agora, com cabelo de verdade e a silhueta ainda mais em forma, a autoestima da garota aumentou a ponto de passar um ar com mais coragem e valentia, deixando aquela cara de coitada um pouco de lado.

Eu não sou o tipo de sujeito que acha que gráfico é tudo para um game. Mas no caso de Tomb Raider, essa Definitive Edition passa a ser a versão obrigatória de quem ainda não experimentou o game. Se você, assim como eu já completou os 100% do modo história (olha eu me gabando... hehe!) realmente não há necessidade de se preocupar em fazer tudo de novo nessa edição.

E o que eu acho mais legal de tudo é que diferente de muitos títulos que recebem ports desnecessários e inconvenientes, a Definitive Edition se torna obrigatória na lista de prioridades para quem adquiriu os novos consoles. Além de conter todos os DLCs lançados anteriormente, o game serve de base do que ainda veremos de mais sensacional nessa oitava geração. 

Antes que me perguntem: eu ainda não joguei porque sou pobre e não tenho um Playstation 4. Mas não é bem porque eu sou pobre. Eu até teria um, se um sujeito picareta do Mercado Livre tivesse enviado a porcaria do videogame pra mim... A sorte é que existe o Mercado Pago.... Bom... Cof! Cof! Isso é assunto para outra postagem.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Super Mario 3D Land e a Tradição Nintendo


O tradicionalismo de uma empresa pode significar tanto sua permanência frente às mudanças do mercado quanto um retrocesso ou uma estagnação com relação às suas principais metas. A Nintendo é um bom exemplo de quem entende sobre isso: táticas espertas para se manter no mercado jamais abrindo mão de suas tradições e políticas. E Super Mario 3D Land é a prova viva desse tradicionalismo aliado a perfeição.

O game é completo em todos os sentidos. Traz ao total 16 mundos com uma dificuldade incrivelmente balanceada. É o bom e velho Super Mario, o mesmo que tivemos o prazer de conhecer em 1986 no Nintendinho, mas atualizado de maneira que ofereça diversão tanto aos mais velhos quanto aos mais novos. Por isso espere encontrar em 3D Land tudo o que um game de Mario deve ter: inimigos fofos, cenários coloridos, desafios empolgantes, uma princesa raptada, power-ups incrivelmente sensacionais e um Bowser pra te esmagar assim que você bobear.

A premissa de 3D Land é ser o mais simples possível. E talvez seja isso que o torne tão divertido. Por isso é injusto com o game esperar que ele traga diferentes modos de campanha ou até um gameplay que dure por horas. A linearidade é o principal fator que o transforma em um game acessível e viciante. Em muitas criticas de sites famosos percebi que muitos especialistas apontaram essa linearidade como o principal defeito da nova aventura de Mario.

A falta de caminhos alternativos na tela de seleção de fases e o esquema de "chegue ao final do mapa e enfrente o chefão" demonstram claramente que a Nintendo não abandonou suas tradições. 3D Land é feito do que deu de mais certo em séries como Mario Galaxy, New Super Mario Bros.Super Mario 64. A referência à Super Mario Bros. 3 é de fazer o pessoal da jovem guarda sentar e chorar ao ver Mario com o tal do power up que o transforma em uma raposa e lhe confere praticamente a mesma habilidade de sua terceira aventura no Nintendinho.

Os gráficos da produção chegam ao status de obra de arte. Até porque os gráficos com o 3D escondem as imperfeições e conferem ao game cores mais vivas aos cenários e aos efeitos especiais algo bem mais cintilante. O 3D talvez tenha encontrado uma justificativa para existir nos games do portátil de duas telas. A profundidade causada quando o efeito está ligado proporciona ao jogador mais precisão na hora de pular sobre os inimigos ou uma plataforma móvel. O som também merece destaque. Mesmo sendo feito de músicas remixadas de jogos anteriores, ainda assim a perfeita sintonia entre fase e música dão aos jogadores uma sensação nostálgica e de entusiasmo muito grande. 

As fases são tão curtas que são possíveis terminá-las em cerca de três minutos. Mas o maior desafio não é concluir os estágios para seguir ao próximo mundo, mas sim coletar todas as três moedas de estrela que estão escondidas em cada fase. Muitas encontram-se escondidas em locais de difícil acesso e outras exigem do jogador algumas habilidades que só com o tempo é possível dominá-las.

Ainda há espaços para surpreender e dar uma leve inovação à já cansada história do rapto da princesa. Em 3D Land, somos guiados através de cartas com uma foto animada que são enviadas para Mario relatando como está a Princesa no calabouço de Bowser. Em falar na tartaruga gigante, o rei dos Koopas nunca esteve tão em forma para praticar a maldade quando está nessa aventura. Com a ajuda de seus capangas, Bom Bom e Pom Pom, Bowser está mais amedrontador com todo o seu tamanho e ainda mais forte com suas poderosas bolas de fogo. O final da aventura promete algumas surpresas. Não é nada realmente surpreendente, mas traz a típica situação que faz o vilão se tornar ameaçador e ganhar uns pontos à mais a sua autoestima tão debilitada de anos e mais anos de derrota. huahua!

SM 3D Land é um game indispensável. Se você tem um 3DS o investimento se torna necessário graças ao tamanho do esforço do game ao se utilizar de quase todos os recursos disponíveis do aparelho portátil. É uma aventura consistente, sólida, divertida e extremamente recompensável àqueles que curtem uma boa aventura plataforma sem deixar de lado aquele famoso tradicionalismo da Nintendo. ;)